Coisas que tive que lidar logo de cara: insegurança, medo e críticas. Imagine você, caçula de duas irmãs mais velhas (diferença entre 6 e 7 anos), com uma mãe que ainda te descreve como uma rebelde, alguém de adora fazer moda e voilá, grávida por opção.
Atualmente estou de 33 semanas (e ainda me embolo com essas contagens) e já me sinto um pouco mais segura mas já tive que escutar muito e claro, extravasar no mimimi.
Quando você decide engravidar é preciso estudar, estudar para conseguir engravidar, estudar porque vai engravidar e estudar sobre a gravidez em si. Quando se está grávida é preciso estudar sobre todo esse universo: trimestres, exames, médicos, parto, pós-parto, puerpério.....
Daquelas coisas da vida que ninguém te conta e você imagina o que as pessoas te vendem, se alguém te disse que gestação é só passar bem pelo primeiro trimestre e depois é só curtir a barriga, opaaa....não é assim que a banda toca.
Na verdade, assim que você passa por uma etapa lá vem outra, completamente nova e cheia de mistérios. Descobri logo de cara que minha decisão de parto não seria simples, desejei um parto normal: ocitocina, episiotomia, anestesia e tantas outras intervenções. Alguém me deu a luz, me contou que existem intervenções desnecessárias e opaaa, é preciso pesquisar sobre. Lendo e me informando, dei de cara com o alto índice de cesárea pelo plano de saúde. Não gente, não entro numa faca nem pelo meu lipoma na axila (uma bola de gordura que pode ou não ser retirada, apenas com preocupações estéticas), imagina uma operação de médio/grande porte e por motivos fúteis?
Eu tenho medo de injeção, medo de tirar sangue, medo de qualquer intervenção no meu corpo...só não da tattuagem. rs
Então fui ler e logo de cara vi o documentário "O Renascimento do Parto" e entrei no universo da humanização. Me apaixonei pelo protagonismo da mulher e pelo respeito as suas decisões, é isso...quero um parto natural! Mas então, olha aí...é preciso estudar mais, muito mais. Passei por 2 médicos antes da minha GO atual, posso contar sobre essa saga depois, e aprendi que cada um segue uma linha, um jeito de realizar o parto.
Me vi em um universo conflitante, com debates e bate bocas...no meio do primeiro trimestre dei um STOP, queria fugir, ser ignorante e só me conter em não vomitar. Vitoriosamente passei pela fase do enjoo e voltei para as pesquisas.
Eu demorei para montar a minha equipe: doula e GO, tive que recorrer a grupos pelo facebook, relatos de partos e conversas com algumas doulas;
Não, nada é fácil e confesso que organizar um casamento em 5 meses foi fichinha comparado a escolher meu parto.
Cesárea x normal x humanizado
Plano x SUS x Particular
GO fofo X GO Humanizado
Com Doula X Sem doula
Maternidade x Casa
Plano de Parto
Calma aí, vou ali escrever uma tese de como parir e ser mãe.
E sobre todos esses questionamentos e pesquisas, ainda tem a família e marido (parceiro) para te apoiar ou criticar. A minha família linda me apoiou logo de cara #sqn!
Meu apoio emocional vem do maridão, da doula e por mais irônico que seja, da minha irmã que está grávida de seu segundo filho e terá uma segunda cesárea.
Mãe, irmã....escutei muito e ainda escuto. Já aconteceu de tudo: vídeo de cesárea, aposta para saber se aguentarei o trabalho de parto, brincadeiras cruéis.
Foi preciso repensar a minha rede de apoio, criar uma e ignorar todo o resto...ou a insegurança e o medo tomariam conta de mim e isso me levaria para um caminho mais fácil.
E isso aqui foi um mimimi sobre uma simples escolha, parir. Ainda tem todo o pacote:
enxoval, quarto, alimentação, exercícios, criação, amamentação....
"ó céus, ó vida"
Nenhum comentário:
Postar um comentário