sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Paternidade, companheirismo e a ausência nossa de cada dia
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Amamentação
Pois bem, alguém pesquisa antes de ter filho?
Amamentar não é divino como parece ser, pode ser exaustivo e cruel.
Cruel?
Sim!!
Existe uma meia dúzia de gato pingado que vão auxiliar verdadeiramente nessa nova jornada e toda uma sociedade que vai opinar de forma equivocada, errada e intrometida. Vão te levar ao desmame.
De acordo com a OMS a amamentação deve ir a pelo menos os 2 anos, sendo até os 6 meses em Livre demanda (isso quer dizer nada de chupeta, leite artificial ou outros bicos artificiais). É só peito! Peito o tempo inteiro.
O que isso pode significar?
Sem apoio e informação, uma rotina bem exaustiva e solitária.
Mas vamos falar sobre o que vejo:
Uma mãe que sai da maternidade já com indicação de LA, com todas as suas dúvidas e receios, além do novo universo que se iniciou... Ela tem uma receita de LA para qualquer emergência.
Eu fui essa mulher... Eu tive equipe humanizada. Mas tive apoio, da família, amigas e grupos de mães.
Até a primeira ida a pediatra verdadeiramente humanizada e pró -amamentação (isso é fundamental), eu achei que estava matando meu filho de fome.
Nunca tinha lido que os bebês perdem peso quando nascem, e perdem muito.
Meu bico sangrou, não acertei a pega por dias. Estava sozinha e com um bebê de dias e com necessidades diversas o tempo inteiro.
Bebês não nascem sabendo mamar, mães não nascem sabendo amamentar.
Aqui assumi meu erro que eu não tinha pesquisado... Procurei, me informei, pesquisei entre as mamadas (e durante tbm).
Alguns dias depois tudo se acertou.
Até hoje não tive problemas significativos. Entendi que se ele quer peito eu posso dar!! Sabe o que isso significa? Meio caminho andando.
Você vai escutar verdadeiros absurdos sobre possíveis danos psicológicos, ou dependência, falta de fome e etc.
Além da vulgaridade do ato. (oi??)
Uma conhecida me procura para se informar sobre o tema. Ela quer amamentar! Ainda na gravidez indico links e explico sobre a livre demanda, confusão de bicos, teoria da extrogestação, picos X saltos... Ufa.
Então ela me procura, já teve o filho e na maternidade estava com problemas.
Deveria.
E em poucos dias ela já estava com LA devidamente receitado e oferecido. Já tinha tentando a chupeta. Mas não entendia pq não conseguia amamentar.
Bem, aqui entendi que o nervosismo e todos os hormônios a fizeram esquecer dos textos que passei.
Expliquei, disse que é normal.
Indiquei abandonar o LA pq depois disso ele dormiu por 6h (isso pra mim parece que dormiu pq estava dopado e não pq saciou a fome).
Conversei sobre livre demanda, extrogestação, formas de acalmar além do peito...
Mas o bebê perdeu muito peito e o leite só pingava.
Falei sobre colostro
Mas e a demora da descida?
É normal.
Enfim....
Me deixei a disposição, indiquei profissional especializado.
Me senti envolvida emocionalmente para salvar essa mãe.
Cai de bunda no chão...pq empoderamento vem de dentro.
E apesar de toda a informação é preciso entender que a nossa sociedade não acolhe uma mãe, nossos sistema de saúde não é capacitado para auxiliar a amamentação.
E todos os relatos de celebridades, todas as outras mães e maridos que acham bem melhor e prático dar o leite artificial na mamadeira, deixam o filho já com dias ou meses de vida no quarto sozinhos pq é bom ter sua independência.
Enfim, etc...
Encerro meu pequeno protesto e desabafo.
Um #mimimi que vejo sempre se repetindo
Não é fácil, não é 100% prazeroso
Mas adoro ver meu moleque saudável, conectado a mim e amamentando sem vergonha, sem receio. Dormindo entre a gente, com a gente... E muito apegado.
Maternidade são escolhas, seja livre e empoderada pra fazer as suas.
E procure apoio.
domingo, 24 de janeiro de 2016
Maternidade e o machismo
Já vivenciei o machismo, quem nunca enquanto mulher?
Já sofri em um trabalho apenas por ser mulher. O meu sexo determinou que eu era inferior aos meus colegas de trabalho. Tive aquele emprego merda que me fazia chorar todas as noites.
Relacionamento abusivo, também tive.
Aquele namorado que determinava a minha roupa, me dizia a merda que eu era e como a minha família era ridícula.
Ah, ser suburbana também não ajudava.
Mas nenhuma fase da minha vida o machismo na sociedade foi tão evidente quanto na maternidade.
Ah doce maternidade... Aquela propaganda de margarina, perfeição e ambição de uma mulher.
E como não há de ser?
Um marido perfeito, bem empregado, casa própria, um emprego para chamar de meu também e um lindo bebê gordinho. Quem sabe por sorte o pai ajude, mas se ajudar não tem problema...Ele não tem essa responsabilidade.
Ser mulher que rema contra esse pacote imposto pela sociedade, é ser louca.
E como é fácil ser louca...
Quis engravidar antes dos 30 - a louca do golpe da barriga.
Quis um parto natural e humanizado, respeitando o tempo do meu filho e nas melhores condições de acordo com as evidências atuais - a louca parideira índia suja.
Tive um luto por um não parto: uma cesárea intra-parto depois de quase uma semana de pródomos intensos, mecônio e falta de progressão - a louca que não liga só pro bebê bem
Sling pra manter o bebê juntinho sempre e não sofrer tanto com a extrogestação - extroquê? Louca!
A lista é infinita mas a loucura é fácil.
Ser mãe é não ser dona do seu próprio corpo e palpiteiros te dirão que o comum é o melhor. Amigos sem filhos (amigas feministas também - e aqui entra a tal sororidade seletiva) te dirão que você está fora de si, insuportável só porque seu bebê tem demandas absurdas.
Ser mãe é um ato político
Ser mãe crítica é revolucionário
Mas vou encerrar por aqui pq a madrugada vai ser longa e eu preciso aproveitar e dormir enquanto o filhote dorme.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Desabafos de quase um sábado a noite
Não é a primeira vez que isso acontece hoje, depois da soneca da tarde ele dormiu como um relógio e no mesmo horário de sempre (18h30).
Então dormiu, e deveria ir até as 7h, acordando apenas para mamar umas duas vezes. Mas eis que o andar de cima decide fazer aquela festa legal, e eu que estava num jantar gostoso com uma cerveja bem gelada e vendo um seriado, tenho que largar tudo. Francisco acordou, me culpo por isso.. Ele sempre dorme com um chorinho tocando por algumas horas mas dessa vez não aconteceu. Logo me frustro, marido não.
Sou eu que levo ele pra lá e pra cá, tiro os peitos, largo tudo. Seguro, canto, bato no bumbum, aceito... Dói menos.
Não, isso é irritante.
Ninguém percebe uma mãe sem se divertir,
Ninguém liga se não sorriu, dormiu, comeu algo diferente.
Tive um dia daqueles, que decidimos fazer tudo pra adiantar a vida e me sobrecarreguei. Estou exausta... Mas o marido continua em seu entretenimento.
Agora estou aqui, Francisco fala....mama, fala, vira, rola. Começou a se ninar, acho que vai. Acho que vou junto pois são 22h30 e já não sou ninguém.
Acabou de peidar feio, bem fedido e não tenho coragem pra ver se tem algo por lá.
Posso deixar esse questionamento pelo ar? Não né....
Enfio o dedo sem medo, já que o escuro não me permite olhar apenas e....não tem nada!!! Ufa.
Boa noite vida,
Essa foi a minha balada.
